O nosso cacau
Vem da Amazónia
No coração das florestas biodiversas da Amazónia peruana, os agricultores indígenas Awajún cultivam cacau em harmonia com os ritmos naturais da floresta. Através de práticas sustentáveis e de uma agricultura comunitária, protegem a terra e preservam o seu património cultural.
Colhido à mão, fermentado naturalmente sob o sol amazónico e suavemente tostado, o nosso cacau biológico de origem única preserva a sua essência, rico em sabor, nutrientes e autenticidade.
O processo de preparação envolve fermentação controlada, secagem ao sol, torra leve e moagem lenta em pedra. O resultado é uma pasta de cacau pura, com textura rica e todos os seus componentes naturais intactos.
Nem todo o cacau é igual
O solo onde cresce
A qualidade do cacau começa no solo. Existe uma diferença profunda entre cacau cultivado em agrofloresta e em monocultura. Na agrofloresta, o cacau cresce integrado num ecossistema diverso, onde diferentes espécies coexistem e se apoiam mutuamente.
Este ambiente promove a biodiversidade, melhora a fertilidade do solo e permite um crescimento mais lento e protegido, resultando num cacau com maior complexidade aromática. Ao mesmo tempo, evita-se o uso de pesticidas e fertilizantes químicos, respeitando a integridade do fruto e da terra.
A genética
A genética do cacau influencia diretamente o sabor, a qualidade e as propriedades do fruto. Existem diferentes variedades, como Criollo, Forastero e Trinitario, cada uma com características próprias.
O Criollo destaca-se pelos seus sabores mais subtis e complexos, sendo uma variedade mais rara e delicada. Produz menos, mas oferece uma experiência sensorial mais rica.
Produção em pequena escala
A produção em pequena escala permite um maior cuidado em cada etapa. Trabalhar quantidades limitadas torna possível acompanhar de perto o processo, respeitando o tempo necessário para que o cacau desenvolva todo o seu potencial.
Este método privilegia a autenticidade e a qualidade, em vez da padronização da produção em massa.

A fermentação
Após a colheita, a fermentação é uma das etapas mais importantes. É neste processo que o cacau começa verdadeiramente a desenvolver o seu sabor.
A fermentação reduz o amargor e a adstringência, diminui a acidez e inicia transformações naturais que definem o aroma final. Trata-se de um processo vivo, que exige experiência e sensibilidade, variando consoante as condições e a colheita.
Quando bem conduzido, o cacau não necessita de grandes quantidades de açúcar para equilibrar o sabor.

A secagem
Depois da fermentação, o cacau seca lentamente ao sol. Os grãos são cuidadosamente virados ao longo de vários dias para garantir uma secagem uniforme e evitar o desenvolvimento de humidade ou bolor.
É um processo simples, mas que exige atenção contínua. O tempo aqui é essencial.
Sem intervenção desnecessária
Para que o cacau possa ser consumido, passa por etapas essenciais como a torra e a remoção das cascas. Quando feito de forma artesanal, este processo respeita a estrutura natural do grão.
A torra leve permite realçar os aromas naturais - que podem variar entre notas frutadas, florais, tostadas ou especiadas — ao mesmo tempo que preserva as propriedades do cacau.
Desta forma, o grão mantém a maior parte dos seus compostos naturais, incluindo a sua gordura, essencial para transportar os seus benefícios pelo organismo.
A moagem
Os nibs são moídos lentamente em moinho de pedra durante algumas horas. Este processo transforma o cacau numa textura adequada ao consumo, sem o tornar excessivamente refinado.
Assim, preserva-se o carácter, a profundidade de sabor e as propriedades naturais do cacau.

✨ No fim
O nosso cacau não é apenas um ingrediente. É o resultado da origem, do tempo e das escolhas feitas em cada etapa do processo.




